Meditação rápida, de 5 minutos, para fazer pela manhã, bem cedinho.
Bom para quem quer meditar, mas ainda não encontrou uma forma de como fazer, e também para quem nunca praticou e quer começar a praticar.
Adorei fazê-la hoje pela manhã e pretendo continuar fazendo.
Vi aqui.
quarta-feira, 22 de maio de 2013
terça-feira, 21 de maio de 2013
Decorando com pallets
Aqui em casa estamos querendo montar a sala em um estilo rústico, utilizando pallets. O bom é que é algo barato e fácil de arranjar, além de ficar muito legal quando bem trabalhado. Pela internet (Facebook e Pinterest) encontrei algumas inspirações, olha só:
Como mesas/escrivaninhas...
Como mesinhas de centro...
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| Fonte: Facebook |
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| Fonte: Facebook |
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| Fonte: Facebook |
Como mesas/escrivaninhas...
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| Fonte: Facebook |
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| Fonte: Pinterest |
Como mural decorativo...
Como sofá...
O bom de pesquisar essas imagens pela internet é usá-las como inspiração, fazendo adaptações ao estilo de cada um e até mesmo alterando alguns detalhes.
No caso do sofá, por exemplo, pode-se fazer várias capas e ir trocando de acordo com a inspiração do momento, o que acaba com o tédio de ser sempre o mesmo sofá, na mesma cor, do mesmo jeito, não é mesmo? Imagina colocar várias almofadas coloridas, um arranjo de flores bem bonito na mesinha de centro e abrir as janelas para deixar o sol entrar... Não tem como não se sentir bem em um ambiente desses!
Se deixar eu vou decorar minha casa inteira assim hehehe...
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| Fonte: Pinterest |
Como sofá...
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| Fonte: Pinterest |
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| Fonte: Facebook |
O bom de pesquisar essas imagens pela internet é usá-las como inspiração, fazendo adaptações ao estilo de cada um e até mesmo alterando alguns detalhes.
No caso do sofá, por exemplo, pode-se fazer várias capas e ir trocando de acordo com a inspiração do momento, o que acaba com o tédio de ser sempre o mesmo sofá, na mesma cor, do mesmo jeito, não é mesmo? Imagina colocar várias almofadas coloridas, um arranjo de flores bem bonito na mesinha de centro e abrir as janelas para deixar o sol entrar... Não tem como não se sentir bem em um ambiente desses!
Se deixar eu vou decorar minha casa inteira assim hehehe...
segunda-feira, 20 de maio de 2013
A minha pele
Uma das coisas que eu mais pensava quando estava no ponto crítico da alergia era que talvez ela tivesse surgido para me ajudar a vencer um hábito muito feio: estourar as bolinhas da minha pele.
As glândulas sebáceas do meu corpo produzem muita gordura e essa gordura vai se acumulando na pele, formando bolinhas. Quando eu tinha aproximadamente 9 anos de idade, meu pai deu abrilhante ideia de estourá-las, assim elas diminuiriam.
O problema foi que elas não diminuiram, só aumentaram, mas quando eu percebi isso já era tarde demais: eu estava viciada em estourar bolinhas. Não culpo meu pai pelo meu vício, pois sei que se eu realmente quisesse, eu conseguiria parar. Apesar de ele ter dado o pontapé inicial, a escolha em continuar foi minha.
15 anos se passaram e eu ainda continuava estourando bolinhas. Perdi as contas de quantas vezes tentei parar, usando os métodos mais absurdos, sem sucesso. Simplesmente eu não conseguia. Por vezes eu sequer me dava conta de que estava estourando as bolinhas, só percebendo quando a pele começava a arder por estar toda machucada.
Como se não bastassem os danos físicos/estéticos, estourar bolinhas era um dos meus maiores vampiros de tempo. Eu começava a estourar e não parava mais. Ficava horas fazendo isso.
Então veio a alergia e minha pele ficou intocável. Por 15 dias eu mal pude encostar na minha pele e agora que estou melhorando, estou vendo minha pele como nunca a vi antes: lisa, macia, uniforme. Estou me sentindo tão bem com a minha pele que mal caibo em mim de tanta felicidade. Poder ser tocada sem ter medo do que as pessoas vão falar; não ter mais medo/vergonha de ouvir a pergunta "é contagioso?".
Hoje eu posso dizer que sou grata à alergia por ela ter aparecido, pois me ajudou a manter o controle para não mexer na minha pele, além de ter me colocado para pensar em várias coisas que realmente são as que importam.
É por isso que dizem que há males que vêm para o bem, não é mesmo? =)
As glândulas sebáceas do meu corpo produzem muita gordura e essa gordura vai se acumulando na pele, formando bolinhas. Quando eu tinha aproximadamente 9 anos de idade, meu pai deu a
O problema foi que elas não diminuiram, só aumentaram, mas quando eu percebi isso já era tarde demais: eu estava viciada em estourar bolinhas. Não culpo meu pai pelo meu vício, pois sei que se eu realmente quisesse, eu conseguiria parar. Apesar de ele ter dado o pontapé inicial, a escolha em continuar foi minha.
15 anos se passaram e eu ainda continuava estourando bolinhas. Perdi as contas de quantas vezes tentei parar, usando os métodos mais absurdos, sem sucesso. Simplesmente eu não conseguia. Por vezes eu sequer me dava conta de que estava estourando as bolinhas, só percebendo quando a pele começava a arder por estar toda machucada.
Como se não bastassem os danos físicos/estéticos, estourar bolinhas era um dos meus maiores vampiros de tempo. Eu começava a estourar e não parava mais. Ficava horas fazendo isso.
Então veio a alergia e minha pele ficou intocável. Por 15 dias eu mal pude encostar na minha pele e agora que estou melhorando, estou vendo minha pele como nunca a vi antes: lisa, macia, uniforme. Estou me sentindo tão bem com a minha pele que mal caibo em mim de tanta felicidade. Poder ser tocada sem ter medo do que as pessoas vão falar; não ter mais medo/vergonha de ouvir a pergunta "é contagioso?".
Hoje eu posso dizer que sou grata à alergia por ela ter aparecido, pois me ajudou a manter o controle para não mexer na minha pele, além de ter me colocado para pensar em várias coisas que realmente são as que importam.
É por isso que dizem que há males que vêm para o bem, não é mesmo? =)
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sexta-feira, 17 de maio de 2013
A maledicência
Hoje escutei comentários sobre uma amiga estar se relacionando com um homem casado, ambos do mesmo ambiente profissional. Primeiramente, o comentário me causou nojo, pois fiquei me perguntando se o simples fato de duas pessoas se darem bem em qualquer lugar que seja é o suficiente para dar início a um relacionamento amoroso/sexual, ainda mais quando uma das pessoas envolvidas é casada.
Em seguida, minha paciência encurtada pela alergia se esgotou, pois qual seria a finalidade de se fazer esse tipo de comentário? O que alguém tem a ver com isso? A vida é de quem? Qual a utilidade prática de se falar da vida alheia?
A sorte é que a pessoa que veio me fazer o comentário é alguém com quem tenho intimidade e pude externar esse meu pensamento. Ela me respondeu: "Só estou comentando". E eu respondi de volta: "Então não comente".
Todo mundo conhece a velha história das três peneiras atribuída a Sócrates. Se não temos certeza de um fato ser verdadeiro, bondoso ou de sua real necessidade, não devemos então envenenar o ambiente com comentários desnecessários.
Para termos uma vida equilibrada, devemos ter pensamentos equilibrados. Ninguém muda do dia para a noite, mas ao perceber onde falhamos podemos corrigir. É com o esforço diário e vigilância constante que conseguiremos nos modificar e, em consequência, modificar o ambiente à nossa volta. Vamos zelar por um ambiente sadio e bondoso.
Em seguida, minha paciência encurtada pela alergia se esgotou, pois qual seria a finalidade de se fazer esse tipo de comentário? O que alguém tem a ver com isso? A vida é de quem? Qual a utilidade prática de se falar da vida alheia?
A sorte é que a pessoa que veio me fazer o comentário é alguém com quem tenho intimidade e pude externar esse meu pensamento. Ela me respondeu: "Só estou comentando". E eu respondi de volta: "Então não comente".
Todo mundo conhece a velha história das três peneiras atribuída a Sócrates. Se não temos certeza de um fato ser verdadeiro, bondoso ou de sua real necessidade, não devemos então envenenar o ambiente com comentários desnecessários.
Para termos uma vida equilibrada, devemos ter pensamentos equilibrados. Ninguém muda do dia para a noite, mas ao perceber onde falhamos podemos corrigir. É com o esforço diário e vigilância constante que conseguiremos nos modificar e, em consequência, modificar o ambiente à nossa volta. Vamos zelar por um ambiente sadio e bondoso.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Dinheiro não é a solução para os seus problemas
Sempre que alguém perguntava para mim se eu estava precisando de alguma coisa eu respondia em tom de brincadeira: "Dinheiro!". Sim, eu realmente precisava (e preciso) de dinheiro, mas até hoje não tinha percebido o quanto isso era forte em mim.
A alergologista me passou dois medicamentos, sendo que um deles eu tinha que tomar logo e era justo o que eu não estava encontrando nas farmácias. Como eu passei a manhã toda no consultório dela, não comi nada e tinha bebido pouca água. Estava muito cansada e já tinha ido em umas 5 farmácias. Decidi voltar para casa, tomar um banho, almoçar, para então ir em busca do remédio.
No entanto, uma amiga minha veio deixar na minha casa uma documentação que eu havia pedido e quando ela viu a situação em que eu estava se ofereceu para buscar o remédio. Meia hora depois ela me mandou uma mensagem dizendo que tinha encontrado e perguntou se eu não estava precisando de mais alguma coisa. Meu primeiro pensamento (e a resposta que eu dei) foi "Saúde!".
Pode parecer bobagem, mas isso me fez pensar no que eu carrego como importante para mim. Quer dizer então que eu só precisava de dinheiro? Então foi mesmo necessário que uma doença viesse para me mostrar que eu tinha (e tenho) tudo o que eu preciso para viver bem.
Não tenho luxo, mas tenho minha família, tenho uma casa, tenho um carro que ainda batido cumpre bem o seu papel como meio de locomoção. Comida em casa não falta, roupas tenho em quantidade suficiente para 1 mês. Tenho tantas coisas para ler e estudar que a preocupação é a falta de espaço adequado para armazená-las.
Mas mais importante que isso, estou inteira. Sim, estou doente, mas estou inteira. Tenho um corpo íntegro, sem falhas, sem deficiências. Um corpo que não me limita, que nunca me deu trabalho, mas que eu abusei e agora está me fazendo olhar para ele com um carinho especial.
Foi preciso a enfermidade para eu ver o quanto eu era feliz e aprender a valorizar mais o que eu tenho de realmente importante.
A alergologista me passou dois medicamentos, sendo que um deles eu tinha que tomar logo e era justo o que eu não estava encontrando nas farmácias. Como eu passei a manhã toda no consultório dela, não comi nada e tinha bebido pouca água. Estava muito cansada e já tinha ido em umas 5 farmácias. Decidi voltar para casa, tomar um banho, almoçar, para então ir em busca do remédio.
No entanto, uma amiga minha veio deixar na minha casa uma documentação que eu havia pedido e quando ela viu a situação em que eu estava se ofereceu para buscar o remédio. Meia hora depois ela me mandou uma mensagem dizendo que tinha encontrado e perguntou se eu não estava precisando de mais alguma coisa. Meu primeiro pensamento (e a resposta que eu dei) foi "Saúde!".
Pode parecer bobagem, mas isso me fez pensar no que eu carrego como importante para mim. Quer dizer então que eu só precisava de dinheiro? Então foi mesmo necessário que uma doença viesse para me mostrar que eu tinha (e tenho) tudo o que eu preciso para viver bem.
Não tenho luxo, mas tenho minha família, tenho uma casa, tenho um carro que ainda batido cumpre bem o seu papel como meio de locomoção. Comida em casa não falta, roupas tenho em quantidade suficiente para 1 mês. Tenho tantas coisas para ler e estudar que a preocupação é a falta de espaço adequado para armazená-las.
Mas mais importante que isso, estou inteira. Sim, estou doente, mas estou inteira. Tenho um corpo íntegro, sem falhas, sem deficiências. Um corpo que não me limita, que nunca me deu trabalho, mas que eu abusei e agora está me fazendo olhar para ele com um carinho especial.
Foi preciso a enfermidade para eu ver o quanto eu era feliz e aprender a valorizar mais o que eu tenho de realmente importante.
quarta-feira, 15 de maio de 2013
10º Dia
Há dez dias começou a surgir em mim uma alergia de pele. Há dez dias bombardeio meu corpo com remédios, sem ver resultado. Há dez dias não durmo direito e isso tem feito eu pensar sobre várias coisas...
Nunca tive problemas alérgicos na vida. Na verdade, nunca tive alguma doença física realmente séria, exceto pela depressão de 2011-2012. Sempre tive consciência de que deveria cuidar do meu corpo visando saúde de fato, e não apenas conquistar um corpinho bonito. Mas alimentação e exercícios não são o bastante. Precisamos também cuidar da mente e do espírito.
Sexta-feira (10/05) acordei e estava irreconhecível. Rosto completamente inchado e vermelho. Meu olho direito estava quase fechado. Meus lábios pareciam os da Angelina Jolie. Corri para o hospital, pela terceira vez na semana. Novamente injeções e remédios. Desinchei um pouco, voltei para casa. A médica disse que minha alergia era resistente. Estou percebendo.
Ao que parece, ela surgiu em virtude da dedetização do prédio onde trabalho. Comecei a sentir os sintomas na segunda, mas continuei trabalhando até a quarta e aí está o ponto de partida das minhas reflexões.
Sou servidora pública estável, mas possuo o acréscimo de uma função gratificada de secretária de juiz, o que me dá um aumento de aproximadamente 30% no meu salário. É essa função que paga meu carro de durex (sim, até hoje não o consertei, e ainda o bati novamente em outubro/2012) e é essa função quem me envelheceu.
Tenho 23 anos e me sinto com 35. Várias pessoas falam que eu me comporto como uma velha. Mas como poderia ser diferente se por dentro eu realmente envelheci?
Já não me lembro mais quando foi a última vez em que parei para fazer algo que eu realmente goste e com habitualidade. Não que eu não tenha me divertido nos últimos 3 anos, mas os momentos de diversão se tornaram bem escassos.
Nunca me ensinaram a lidar de verdade com dinheiro, então fiz muitos gastos completamente desnecessários, contraindo, assim, muitas dívidas. Até hoje não paguei metade do que devo aos outros e ainda há meu carro para consertar. Desta forma, manter-me na função de secretária é importantíssimo para mim.
Minha jornada de trabalho é de 8h diárias, mas eu nunca fico "só" isso. Não esqueço de certa sexta-feira em que saí do fórum às 22h, entrei no carro e desatei a chorar de tanto estresse. O trabalho nunca diminui e o chefe não entende que eu sou apenas uma para cuidar de várias atividades. Para me manter na função, passei a fazer muitas horas extras, saindo sempre tarde e indo trabalhar em feriados e finais de semana. Ano passado eu não tive feriado de Finados.
E aí de repente vem a doença e eu ainda quis brigar com ela, trabalhando mais dois dias depois de ela aparecer. No segundo dia o médico me deu um atestado e ainda assim eu fui trabalhar no dia seguinte. Então minha garganta começou a fechar e eu realmente precisei parar.
Foi aí que me perguntei até que ponto todo esse desgaste profissional está valendo a pena. Mas não era apenas o trabalho que estava me desgastando, a minha rotina como um todo era desgastante. Parei de praticar exercícios físicos e parei de ir aos médicos fazer minhas consultas de rotina. Ou eu estava no trabalho, ou eu estava em casa. Se eu estava em casa, ou estava ocupada com afazeres domésticos ou estava estudando. Minhas noites de sono duravam de 4 a 5 horas. 6 horas de sono na noite era luxo. Como não adoecer?
Eu sabia que mais cedo ou mais tarde eu adoeceria, mas eu esperava que fosse mais tarde. Eu esperava poder organizar minha situação financeira, passar em outro concurso, para finalmente cuidar de mim. Agora tudo está diferente, tenho medo. A cada dia aparece uma coisa nova em mim e toda vez que eu penso que estou melhorando, de repente começo a piorar. Hoje foi o estômago.
Nunca tive problemas com meu estômago e hoje ele gritou comigo. Que tormento, meu Deus! Não aguento mais hospital, injeções, remédios, pessoas me enchendo de perguntas como se eu já não tivesse o bastante para pensar!
Poxa, eu trabalhava, estudava. Eu dormia e acordava bem, saudável, com considerável disposição. Agora eu não durmo, mal consigo me alimentar sem passar mal em seguida, sinto dores, coceiras intermináveis, meu corpo está vermelho e inchado e eu não consigo fazer mais nada.
Agora à noite me deu uma tremedeira no braço direito que eu nem conseguia colocar a mão no trackpad do notebook sem ficar clicando indefinidamente no mesmo lugar.
Amanhã será a tão aguardada consulta à alergologista. Espero que ela consiga descobrir o que eu tenho e me dar uma luz, porque estou me sentindo perdida.
Nunca tive problemas alérgicos na vida. Na verdade, nunca tive alguma doença física realmente séria, exceto pela depressão de 2011-2012. Sempre tive consciência de que deveria cuidar do meu corpo visando saúde de fato, e não apenas conquistar um corpinho bonito. Mas alimentação e exercícios não são o bastante. Precisamos também cuidar da mente e do espírito.
Sexta-feira (10/05) acordei e estava irreconhecível. Rosto completamente inchado e vermelho. Meu olho direito estava quase fechado. Meus lábios pareciam os da Angelina Jolie. Corri para o hospital, pela terceira vez na semana. Novamente injeções e remédios. Desinchei um pouco, voltei para casa. A médica disse que minha alergia era resistente. Estou percebendo.
Ao que parece, ela surgiu em virtude da dedetização do prédio onde trabalho. Comecei a sentir os sintomas na segunda, mas continuei trabalhando até a quarta e aí está o ponto de partida das minhas reflexões.
Sou servidora pública estável, mas possuo o acréscimo de uma função gratificada de secretária de juiz, o que me dá um aumento de aproximadamente 30% no meu salário. É essa função que paga meu carro de durex (sim, até hoje não o consertei, e ainda o bati novamente em outubro/2012) e é essa função quem me envelheceu.
Tenho 23 anos e me sinto com 35. Várias pessoas falam que eu me comporto como uma velha. Mas como poderia ser diferente se por dentro eu realmente envelheci?
Já não me lembro mais quando foi a última vez em que parei para fazer algo que eu realmente goste e com habitualidade. Não que eu não tenha me divertido nos últimos 3 anos, mas os momentos de diversão se tornaram bem escassos.
Nunca me ensinaram a lidar de verdade com dinheiro, então fiz muitos gastos completamente desnecessários, contraindo, assim, muitas dívidas. Até hoje não paguei metade do que devo aos outros e ainda há meu carro para consertar. Desta forma, manter-me na função de secretária é importantíssimo para mim.
Minha jornada de trabalho é de 8h diárias, mas eu nunca fico "só" isso. Não esqueço de certa sexta-feira em que saí do fórum às 22h, entrei no carro e desatei a chorar de tanto estresse. O trabalho nunca diminui e o chefe não entende que eu sou apenas uma para cuidar de várias atividades. Para me manter na função, passei a fazer muitas horas extras, saindo sempre tarde e indo trabalhar em feriados e finais de semana. Ano passado eu não tive feriado de Finados.
E aí de repente vem a doença e eu ainda quis brigar com ela, trabalhando mais dois dias depois de ela aparecer. No segundo dia o médico me deu um atestado e ainda assim eu fui trabalhar no dia seguinte. Então minha garganta começou a fechar e eu realmente precisei parar.
Foi aí que me perguntei até que ponto todo esse desgaste profissional está valendo a pena. Mas não era apenas o trabalho que estava me desgastando, a minha rotina como um todo era desgastante. Parei de praticar exercícios físicos e parei de ir aos médicos fazer minhas consultas de rotina. Ou eu estava no trabalho, ou eu estava em casa. Se eu estava em casa, ou estava ocupada com afazeres domésticos ou estava estudando. Minhas noites de sono duravam de 4 a 5 horas. 6 horas de sono na noite era luxo. Como não adoecer?
Eu sabia que mais cedo ou mais tarde eu adoeceria, mas eu esperava que fosse mais tarde. Eu esperava poder organizar minha situação financeira, passar em outro concurso, para finalmente cuidar de mim. Agora tudo está diferente, tenho medo. A cada dia aparece uma coisa nova em mim e toda vez que eu penso que estou melhorando, de repente começo a piorar. Hoje foi o estômago.
Nunca tive problemas com meu estômago e hoje ele gritou comigo. Que tormento, meu Deus! Não aguento mais hospital, injeções, remédios, pessoas me enchendo de perguntas como se eu já não tivesse o bastante para pensar!
Poxa, eu trabalhava, estudava. Eu dormia e acordava bem, saudável, com considerável disposição. Agora eu não durmo, mal consigo me alimentar sem passar mal em seguida, sinto dores, coceiras intermináveis, meu corpo está vermelho e inchado e eu não consigo fazer mais nada.
Agora à noite me deu uma tremedeira no braço direito que eu nem conseguia colocar a mão no trackpad do notebook sem ficar clicando indefinidamente no mesmo lugar.
Amanhã será a tão aguardada consulta à alergologista. Espero que ela consiga descobrir o que eu tenho e me dar uma luz, porque estou me sentindo perdida.
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