sábado, 22 de setembro de 2012
A pressa
Esses dias eu viajei para o interior do estado com um amigo e, de certa forma, estávamos conversando sobre esse assunto. Isso porque aqui no interior do meu estado, o comércio não funciona no final de semana. Ou seja, se você precisar de alguma coisa no sábado, terá que esperar até a segunda para resolver.
Na hora em que eu soube disso me deu uma certa aflição. Comecei a pensar em mil possibilidades: "e se... e se... e se...". Que coisa, não? Como estamos mal acostumados com a "cidade grande", não é mesmo?
Antigamente era assim em todos os lugares. No máximo funcionava uma padaria ou uma farmácia. Hoje em dia, se o comércio local não abre aos domingos, nós temos o shopping. Isso sem contar nos serviços 24 horas.
Creio que a internet também está intimamente relacionada com isso. "Informação em tempo real", o Twitter que o diga. Se precisamos de um produto com urgência e não tem para comprar na nossa cidade, pedimos pela internet com entrega via sedex. Boleto bancário é para os fracos. Pra quê esperar? Vamos usar o cartão de crédito, pois o pagamento é identificado quase que na mesma hora. Quanto antes melhor.
E no nosso dia a dia? Dirigimos com pressa, trabalhamos com pressa, conversamos com pressa, nos alimentamos com pressa. A pressa adentrou nossas vidas por prazo indeterminado. Tem gente que gosta de estar sempre com pressa. É a "adrenalina", a "emoção".
Por que não podemos fazer as coisas com calma? Não sei se também ocorre com as outras pessoas, mas se eu estou lendo alguma coisa, por exemplo, e o horário de algum compromisso se aproxima eu começo a pensar "Ai ai ai, tenho que terminar de ler logo para fazer isso". Com esse pensamento, eu não consigo sair do lugar. Eu fico tão preocupada com o que ainda vou fazer que perco o foco no que estou fazendo. Foi ao perceber isso que surgiu a ideia deste post.
Essa pressa, na verdade, nos faz muito mal, pois nos deixa ansiosos. Ansiedade gera estresse. Estresse gera doenças, isso não é nenhuma novidade. Ansiedade quer dizer que estamos vivendo no futuro e esquecendo do presente. Isso é muito bem falado no livro O Poder do Agora, escrito por Eckhart Tole (que eu recomendo fortemente a sua leitura).
A grande causa da nossa frustração diária é justamente vivermos pensando no futuro. Não me refiro aqui aos planos de vida, mas sim à preocupação constante com o que vai ou pode acontecer. Estamos tão concentrados no "futuro" que esquecemos do "presente". Não prestamos atenção no que estamos fazendo, daí esquecermos boa parte das coisas que fizemos (ou de seus detalhes).
Que tal simplesmente desacelerarmos um pouco? Não adianta ter pressa... Vamos fazer com calma e fazer bem feito. Hoje mesmo minha professora estava falando que as pessoas de sucesso não são aquelas geniais, no sentido intelectual da palavra, mas sim aquelas que fazem as coisas bem feitas, ainda que demorem mais.
Quando estiver estudando, esteja estudando. Quando estiver trabalhando, esteja trabalhando. Quando estiver se divertindo, esteja realmente se divertindo. Faça uma coisa de cada vez. Quando estiver fazendo algo, concentre-se e faça o seu melhor. Se vier algum outro pensamento na cabeça sobre algo que deve ser feito ou que se queira fazer, anote em um papel e volte a se concentrar na sua atividade. Quando terminá-la, você então olha no papel e processa suas anotações. Vamos aproveitar cada momento que temos, afinal, é do conjunto de nossas atitudes presentes que construiremos nosso futuro.
Se nossas atitudes atuais não estão sendo bem construídas, se não estamos trabalhando para formar um bom alicerce, imagina então como será no futuro. Vamos ter calma e, principalmente, ter foco. Essa é a palavra de ordem.
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terça-feira, 11 de setembro de 2012
One Bite at a Time - Project #3
Estabelecendo a rotina da manhã.
Eu já falei um tanto sobre a rotina da manhã nesse post. Engraçado que o reli agora há pouco e percebi que deixei de fazer coisas que achava importantes (e que realmente o são) como, por exemplo, abrir a janela do quarto e checar a agenda. Voltarei a fazer isso.
A Tsh nesse projeto basicamente expõe os benefícios de se ter uma rotina estabelecida para todas as nossas manhãs. Com a rotina matinal nós criamos o dia que queremos e, assim, nossa mente foca melhor nas nossas tarefas diárias. Ou seja, focamos nas nossas prioridades.
Ela sugere fazermos cinco coisas todas as manhãs e na mesma ordem, para que a rotina se torne um hábito. Criando uma estrutura metódica, nós sempre saberemos como nosso dia começa. Exemplos de coisas a se fazer na rotina matinal:
Eu já falei um tanto sobre a rotina da manhã nesse post. Engraçado que o reli agora há pouco e percebi que deixei de fazer coisas que achava importantes (e que realmente o são) como, por exemplo, abrir a janela do quarto e checar a agenda. Voltarei a fazer isso.
A Tsh nesse projeto basicamente expõe os benefícios de se ter uma rotina estabelecida para todas as nossas manhãs. Com a rotina matinal nós criamos o dia que queremos e, assim, nossa mente foca melhor nas nossas tarefas diárias. Ou seja, focamos nas nossas prioridades.
Ela sugere fazermos cinco coisas todas as manhãs e na mesma ordem, para que a rotina se torne um hábito. Criando uma estrutura metódica, nós sempre saberemos como nosso dia começa. Exemplos de coisas a se fazer na rotina matinal:
- Tomar banho
- Orar
- Fazer exercícios
- Arrumar a cama
- Meditar
- Ler o jornal
Por fim, ela também ressalta que a rotina deve ser focada em nós mesmos, e não em outras pessoas. Não devemos checar nosso e-mail ou alguma rede social. Devemos, sim, fazer coisas que alimentem a nossa alma, coisas prazerosas e que contribuam para o nosso bem-estar.
Como você estrutura a sua rotina da manhã?
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terça-feira, 4 de setembro de 2012
Assumindo compromissos
Vejo as pessoas falarem que não conseguem fazer isso ou aquilo porque não estão acostumadas ou que não possuem disciplina para fazer alguma coisa todos os dias. Por exemplo, a rotina da manhã (aqui).
Pensando sobre o assunto, cheguei à seguinte conclusão: é tudo uma questão de assumir compromissos. Se estamos dispostos a mudar de atitude, a mudar um padrão de comportamento, temos que assumir esse compromisso como sendo algo de extrema importância e fazer tudo o que for possível para cumpri-lo.
Claro que ninguém é perfeito e essa fase de implantação de um hábito novo é um tanto complicada. Por isso a importância de assumir esse hábito como um compromisso. Compromisso, inclusive, tem a ver com princípios e com honrar a nossa palavra.
Eu, por exemplo, tinha o costume de falar "vou fazer isso" e acabava não fazendo. Eu assumi a responsabilidade de evangelizadora infantil do centro espírita que frequento e acabei faltando algumas vezes. Toda dia de evangelização me dava aquela preguiça, aquela vontade de ficar em casa e eu começava a pensar no tanto de coisas que poderia fazer se não fosse à evangelização.
No entanto, refletindo sobre esse comportamento, percebi que precisava mudar isso. Falar menos e fazer mais, sabe? Desta forma, já começo a me preparar com antecedência para a evangelização, para não ter desculpa e não faltar.
Outro exemplo é seguir com as minhas rotinas diárias, tanto a da manhã quanto a da noite. A mais difícil de ser cumprida, para mim, é a da noite, pois é quando estou bem cansada e só penso em dormir. Como eu sei que tenho esse comportamento um tanto preguiçoso, começo a fazer o que preciso com um pouco de antecedência.
Isso também se aplica ao blog. Pode parecer que não ligo muito para ele por postar pouco, mas não é verdade. Eu não vou chegar aqui e postar qualquer coisa. Eu leio bastante sobre o que proponho para ele, em busca de inspiração e de ideias legais para postar, por isso demoro tanto. Não sei me expressar muito bem, principalmente através de palavras, mas estou me esforçando. Tem sido um desafio para mim e por isso o blog também virou um compromisso.
Por isso, quando pensamos em fazer alguma coisa temos que ter em mente a ideia de compromisso e que temos que honrar com ele. Não adianta fazermos mil promessas se só cumprimos duas, pois assim não nos restará credibilidade alguma. Vamos pensar antes de assumir responsabilidades e fazer todos os esforços para cumpri-las quando nos dispusermos a isso. Né?
Pensando sobre o assunto, cheguei à seguinte conclusão: é tudo uma questão de assumir compromissos. Se estamos dispostos a mudar de atitude, a mudar um padrão de comportamento, temos que assumir esse compromisso como sendo algo de extrema importância e fazer tudo o que for possível para cumpri-lo.
Claro que ninguém é perfeito e essa fase de implantação de um hábito novo é um tanto complicada. Por isso a importância de assumir esse hábito como um compromisso. Compromisso, inclusive, tem a ver com princípios e com honrar a nossa palavra.
Eu, por exemplo, tinha o costume de falar "vou fazer isso" e acabava não fazendo. Eu assumi a responsabilidade de evangelizadora infantil do centro espírita que frequento e acabei faltando algumas vezes. Toda dia de evangelização me dava aquela preguiça, aquela vontade de ficar em casa e eu começava a pensar no tanto de coisas que poderia fazer se não fosse à evangelização.
No entanto, refletindo sobre esse comportamento, percebi que precisava mudar isso. Falar menos e fazer mais, sabe? Desta forma, já começo a me preparar com antecedência para a evangelização, para não ter desculpa e não faltar.
Outro exemplo é seguir com as minhas rotinas diárias, tanto a da manhã quanto a da noite. A mais difícil de ser cumprida, para mim, é a da noite, pois é quando estou bem cansada e só penso em dormir. Como eu sei que tenho esse comportamento um tanto preguiçoso, começo a fazer o que preciso com um pouco de antecedência.
Isso também se aplica ao blog. Pode parecer que não ligo muito para ele por postar pouco, mas não é verdade. Eu não vou chegar aqui e postar qualquer coisa. Eu leio bastante sobre o que proponho para ele, em busca de inspiração e de ideias legais para postar, por isso demoro tanto. Não sei me expressar muito bem, principalmente através de palavras, mas estou me esforçando. Tem sido um desafio para mim e por isso o blog também virou um compromisso.
Por isso, quando pensamos em fazer alguma coisa temos que ter em mente a ideia de compromisso e que temos que honrar com ele. Não adianta fazermos mil promessas se só cumprimos duas, pois assim não nos restará credibilidade alguma. Vamos pensar antes de assumir responsabilidades e fazer todos os esforços para cumpri-las quando nos dispusermos a isso. Né?
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terça-feira, 28 de agosto de 2012
O mimimi nosso de cada dia
"Três amigos alugaram três barcos para navegar por um rio. De repente, viram que as águas corriam cada vez mais depressa em direção a uma imensa cachoeira. O primeiro se levantou enfurecido e começou a praguejar contra quem tinha alugado os barcos por não ter avisado sobre o perigo. O segundo, vendo a inevitabilidade do desastre, deprimiu-se e começou a se queixar da vida, do seu azar, da sua incapacidade e fraqueza para mudar uma situação. O terceiro tomou uma iniciativa e remou o mais rápido que conseguiu para a margem. Foi o único que se salvou".
Retirado da revista Vida Simples de agosto/2012.
Diariamente escuto infinitas reclamações no meu trabalho. Até eu entrei nessa de reclamar. Acho que isso é contagioso, como se para estarmos incluídos em um meio social temos que agir da mesma forma que os outros agem.
Nesta semana estamos tendo correição na vara em que trabalho e hoje eu realmente fiquei estressada. Eu não tenho o costume de reclamar muito das coisas, mas percebi que estava demais quando chamaram a minha atenção para isso.
Isso me pôs a pensar o dia inteiro. Eu sempre falo que não gosto de reclamações, que isso é chato e tal, e como eu estou agindo desta forma? Isso não é incoerente? Cadê a história do equilíbrio?
Sempre vemos as pessoas reclamando, mas poucas são as que tem alguma sugestão de mudança. Ainda que as sugestões não sejam boas, é importante pensarmos nelas, pois o maior erro das pessoas é permanecer de braços cruzados.
Além disso, as pessoas estão constantemente insatisfeitas umas com as outras pessoas. Sempre exigimos demais dos outros, sem saber qual a real situação de cada um. Criamos expectativas, nos iludimos, depois nos frustramos e colocamos a culpa no outro.
O fato é que não queremos tomar a responsabilidade por nossas atitudes e por isso culpamos os demais. Flexibilidade é uma característica fundamental em qualquer relação, até (e principalmente) na que temos conosco.
As coisas nem sempre saem da forma como queremos, e por isso devemos deixar o orgulho de lado e tentar controlar menos a vida. O que nos faz progredir é a forma como lidamos com as situações. Sempre temos, no mínimo, duas escolhas: não fazer nada e ficar reclamando, ou então decidir mudar a situação e fazer alguma coisa a respeito. O que não dá é simplesmente ficar de mimimi, incomodando a todos que se encontram ao nosso redor, sem um mínimo de atitude.
Sei que não é nada fácil mudar quando algo já se tornou um padrão de comportamento, mas o simples fato de ter a consciência de que estamos agindo de uma forma inadequada já é um progresso notável. A partir dessa percepção é que devemos nos esforçar para mudar. Ninguém muda do dia para a noite, mas se nunca começarmos, ainda que seja algo imperceptível para os outros, nunca conseguiremos melhorar.
sábado, 25 de agosto de 2012
One Bite at a Time - Project #2
Project #2 - Make a debt-free plan
Nesse projeto, a Tsh orienta a fazer um plano para se livrar das dívidas. Ela não ensina como fazer a organização das dívidas, mas indica um livro para isso (aqui).
Ela fala bastante sobre a importância de não ter dívidas e em como isso é bom para simplificar a vida. Sem dívidas, você para de pagar pelo passado, começa e viver no presente e prepara-se para o futuro.
No caso dela, ela se organizou junto com o marido e ela dá algumas razões para que nos livremos das dívidas:
Nesse projeto, a Tsh orienta a fazer um plano para se livrar das dívidas. Ela não ensina como fazer a organização das dívidas, mas indica um livro para isso (aqui).
Ela fala bastante sobre a importância de não ter dívidas e em como isso é bom para simplificar a vida. Sem dívidas, você para de pagar pelo passado, começa e viver no presente e prepara-se para o futuro.
No caso dela, ela se organizou junto com o marido e ela dá algumas razões para que nos livremos das dívidas:
- Quando a Tsh e seu marido resolveram quitar as dívidas, eles passaram a se comunicar melhor. Isso porque conversando sobre finanças, puderam conversar sobre muitas outras coisas, aprofundando o relacionamento.
- Como queriam realmente se livrar das dívidas, todas coisas que desejavam ter perderam o brilho. Assim, eles focaram naquilo que realmente importava.
- Com isso, eles conseguiram adquirir esperança financeira, pois o buraco das dívidas parecia impossível de ser tampado, mas com um planejamento financeiro eficaz, o objetivo passou a ser alcançável.
Achei muito interessante esse projeto ser justamente o número 2, pois eu estou em um dilema financeiro. Estou com muitas dívidas para pagar e estava planejando viajar nas férias. Na verdade, eu já queria ter viajado neste mês, mas em razão da pouca grana não pude.
No final do ano farei um curso de meditação. Já estou com as passagens compradas e praticamente não terei gastos, pois ficarei no ashram. No entanto, me sobram dez dias de férias em que eu estava pensando em viajar para outro lugar. Acho que não farei mais isso, para poder ficar mais tranquila com as minhas contas, já que qualquer viagem de lazer não custa menos que três mil reais. Com três mil reais consigo pagar algumas contas, né.
Outra coisa a se pensar: consumismo. Eu já fui MUITO consumista. Já fui a louca das promoções. Se eu via alguma coisa na promoção ou o lançamento de alguma coisa, eu corria para a loja, fazia todo tipo de malabarismo financeiro e comprava o que queria. Quando destralhei meu guarda-roupa, ele quase ficou vazio, por ter tirado tantas peças que não usava. Hoje eu consigo andar por todo o shopping, em época de liquidação e com dinheiro no bolso sem gastar nada. Uma vitória e tanto para mim hehehe.
Para finalizar, um trecho do texto da Tsh:
"Everything around us screams that we needed the latest, the greatest, the smallest, the shiniest. And as soon as we buy the latest, it's no longer the latest - a newer and better version pops on the screen, and we're made to feel left out if we don't upgrade".
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quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Mapas mentais
A princípio, eu não fazia ideia do que seriam mapas mentais. Para mim, isso era uma incógnita, até que descobri o livro do Tony Buzan (aqui) e, nossa, que diferença isso fez na minha vida!
Os mapas mentais funcionam da seguinte forma: nosso cérebro grava as informações com mais facilidade se elas possuírem destaques, tais como cores diferentes, figuras, formas, etc. Assim, para elaborar um mapa mental, devemos escolher um tema e o desenvolver através de ramificações.
O tema geralmente vai no centro da folha e as ramificações seriam os tópicos deste tema e são colocados no sentido horário. É interessante fazer usar cores diferentes para cada ramificação, pois fica melhor para memorizar.
Eu nunca tinha feito um mapa mental, mas sempre via os dos outros e achava bem legal. Na minha opinião, eu não tinha criatividade o suficiente para fazer um. Até que hoje, estudando Direito Tributário, resolvi fazer um para ver como ficava e não é que deu certo? Fiquei impressionada, pois o mapa simplesmente foi fluindo.
Esse fluxo de pensamento é chamado de brainstorming e eu já falei sobre ele no post do GTD. Em síntese, é deixar a mente trabalhar livremente, soltando todas as informações que vierem. Claro que existirão informações não tão boas, mas essa triagem somente é feita após a coleta de todas as ideias.
Esse é o meu mapa mental:
A princípio, eu estava usando como parâmetro um mapa mental do blog Entendeu Direito, mas resolvi dar uma "personalizada" logo em seguida e saiu assim hehehe.
Vou continuar fazendo meus mapas, para me auxiliar nos estudos. Para quem está estudando é uma ótima ferramenta! E para quem se interessar, vou postar os mapas que fizer no Pinterest (aqui).
Os mapas mentais funcionam da seguinte forma: nosso cérebro grava as informações com mais facilidade se elas possuírem destaques, tais como cores diferentes, figuras, formas, etc. Assim, para elaborar um mapa mental, devemos escolher um tema e o desenvolver através de ramificações.
O tema geralmente vai no centro da folha e as ramificações seriam os tópicos deste tema e são colocados no sentido horário. É interessante fazer usar cores diferentes para cada ramificação, pois fica melhor para memorizar.
Eu nunca tinha feito um mapa mental, mas sempre via os dos outros e achava bem legal. Na minha opinião, eu não tinha criatividade o suficiente para fazer um. Até que hoje, estudando Direito Tributário, resolvi fazer um para ver como ficava e não é que deu certo? Fiquei impressionada, pois o mapa simplesmente foi fluindo.
Esse fluxo de pensamento é chamado de brainstorming e eu já falei sobre ele no post do GTD. Em síntese, é deixar a mente trabalhar livremente, soltando todas as informações que vierem. Claro que existirão informações não tão boas, mas essa triagem somente é feita após a coleta de todas as ideias.
Esse é o meu mapa mental:
Vou continuar fazendo meus mapas, para me auxiliar nos estudos. Para quem está estudando é uma ótima ferramenta! E para quem se interessar, vou postar os mapas que fizer no Pinterest (aqui).
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
E quem disse que seria fácil?
Dia #1.
É, não está sendo nada fácil estudar em casa. Até agora ainda não consegui pegar no livro... Sempre acontece alguma coisa para nos atrapalhar, não é mesmo?
Para começar, esqueci minha agenda e meu caderno de anotações no meu trabalho, ou seja, sinto-me perdida com as minhas obrigações. Além disso, não levei pen drive para passar minhas aulas pro meu notebook, então estou morrendo para baixar na minha internet super lenta (até agora não consegui baixar uma aula sequer).
Aí resolvi fazer uma coisa que estava adiando há muito tempo: reiniciar a leitura do livro da Tsh (aqui). Sim! Vão voltar a sair os posts com os projetos one bite at a time!
Mas, né, o sono bateu, eu dormi, e fui acordar três horas depois. Aí fui lanchar, olhar as atualizações na internet, essas coisas. Até que resolvi escrever aqui no blog.
Vamos encarar os fatos: estou usando "desculpinhas" para não estudar. Fico postergando, postergando, até que dá meia noite e eu falo "nossa, como está tarde" e vou dormir. Por que tenho que ficar me sabotando desse jeito? Eu não quero tanto passar na prova da OAB? Como eu disse no post de ontem, vou precisar de muita disciplina. Acho que a disciplina vai ser uma provação mais difícil que a própria OAB, até.
E também não adianta ficar reclamando pelo tempo perdido. Vou me virar aqui sem aula mesmo. Vou pegar a legislação, vou pegar um resumo, vou resolver umas questões... o que eu não posso é ficar parada simplesmente sem fazer nada.
Relendo o livro da Tsh e o Projeto #1 (Eat your frog), percebo que agora o meu sapo é a minha preparação para a OAB. E limpar a caixa de areia dos gatos hehehe. Também preciso ajudar em casa e manter a arrumação do quarto.
Sei que já está um pouco tarde para o meu dia realmente começar, mas como eu dormi bastante, posso dormir de madrugada, então vou fazer o que tenho que fazer. Até mais!
É, não está sendo nada fácil estudar em casa. Até agora ainda não consegui pegar no livro... Sempre acontece alguma coisa para nos atrapalhar, não é mesmo?
Para começar, esqueci minha agenda e meu caderno de anotações no meu trabalho, ou seja, sinto-me perdida com as minhas obrigações. Além disso, não levei pen drive para passar minhas aulas pro meu notebook, então estou morrendo para baixar na minha internet super lenta (até agora não consegui baixar uma aula sequer).
Aí resolvi fazer uma coisa que estava adiando há muito tempo: reiniciar a leitura do livro da Tsh (aqui). Sim! Vão voltar a sair os posts com os projetos one bite at a time!
Mas, né, o sono bateu, eu dormi, e fui acordar três horas depois. Aí fui lanchar, olhar as atualizações na internet, essas coisas. Até que resolvi escrever aqui no blog.
Vamos encarar os fatos: estou usando "desculpinhas" para não estudar. Fico postergando, postergando, até que dá meia noite e eu falo "nossa, como está tarde" e vou dormir. Por que tenho que ficar me sabotando desse jeito? Eu não quero tanto passar na prova da OAB? Como eu disse no post de ontem, vou precisar de muita disciplina. Acho que a disciplina vai ser uma provação mais difícil que a própria OAB, até.
E também não adianta ficar reclamando pelo tempo perdido. Vou me virar aqui sem aula mesmo. Vou pegar a legislação, vou pegar um resumo, vou resolver umas questões... o que eu não posso é ficar parada simplesmente sem fazer nada.
Relendo o livro da Tsh e o Projeto #1 (Eat your frog), percebo que agora o meu sapo é a minha preparação para a OAB. E limpar a caixa de areia dos gatos hehehe. Também preciso ajudar em casa e manter a arrumação do quarto.
Sei que já está um pouco tarde para o meu dia realmente começar, mas como eu dormi bastante, posso dormir de madrugada, então vou fazer o que tenho que fazer. Até mais!
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terça-feira, 14 de agosto de 2012
Novos desafios
Hello, everybody! Já não apareço há alguns dias, mas né, eu sou uma pessoa que precisa de inspiração para escrever.
Eu finalmente consegui entrar num bom ritmo de estudo e advinha só: novas dificuldades surgiram para mudar meus planos! Num primeiro momento fiquei um tanto chateada e até preocupada, mas agora já me sinto até estimulada! Estimulada porque vejo isso como um teste, para saber se realmente estou disposta a estudar e mudar minha situação atual.
Eu costumava ficar até mais tarde no trabalho para trabalhar um pouco mais e também para estudar, mas a partir de hoje isso não será mais possível e eu me vi numa situação um tanto problemática: eu comprei aulas online para revisar para a prova da OAB e a internet da minha casa é muito lenta, então não conseguirei assisti-las.
Fico chateada pelo dinheiro investido, mas a quantia não foi muito alta e eu também já estava ficando muito cansada por ficar lá o dia inteiro. Teve dias em que eu saí do fórum às 21h! Agora vou poder voltar pra casa, comer a comidinha da mamãe, descansar um pouco e estudar, além de poder ajudar nos serviços domésticos.
Essa nova rotina também me possibilitará resolver outras pendências que eu tenho, mas que sempre deixo para depois porque não tenho como sair do trabalho. Espero, do fundo do meu coração, conseguir consertar o carro com o salário deste mês, pois já está ficando complicado não poder me locomover da forma que preciso.
Perceber que estou encarando o problema de uma forma diferente me deixa feliz, pois vejo que estou reclamando menos das coisas que acontecem. Antes eu me lamentava, lamentava e lamentava. Agora eu até fico triste, mas pouco tempo depois me sinto satisfeita com o resultado.
Nessa nova etapa precisarei de bastante disciplina, foco e determinação, porque não vai ser nada fácil encarar minha cama quando eu precisar estudar. Vamos ver como vou me sair, né?
Eu finalmente consegui entrar num bom ritmo de estudo e advinha só: novas dificuldades surgiram para mudar meus planos! Num primeiro momento fiquei um tanto chateada e até preocupada, mas agora já me sinto até estimulada! Estimulada porque vejo isso como um teste, para saber se realmente estou disposta a estudar e mudar minha situação atual.
Eu costumava ficar até mais tarde no trabalho para trabalhar um pouco mais e também para estudar, mas a partir de hoje isso não será mais possível e eu me vi numa situação um tanto problemática: eu comprei aulas online para revisar para a prova da OAB e a internet da minha casa é muito lenta, então não conseguirei assisti-las.
Fico chateada pelo dinheiro investido, mas a quantia não foi muito alta e eu também já estava ficando muito cansada por ficar lá o dia inteiro. Teve dias em que eu saí do fórum às 21h! Agora vou poder voltar pra casa, comer a comidinha da mamãe, descansar um pouco e estudar, além de poder ajudar nos serviços domésticos.
Essa nova rotina também me possibilitará resolver outras pendências que eu tenho, mas que sempre deixo para depois porque não tenho como sair do trabalho. Espero, do fundo do meu coração, conseguir consertar o carro com o salário deste mês, pois já está ficando complicado não poder me locomover da forma que preciso.
Perceber que estou encarando o problema de uma forma diferente me deixa feliz, pois vejo que estou reclamando menos das coisas que acontecem. Antes eu me lamentava, lamentava e lamentava. Agora eu até fico triste, mas pouco tempo depois me sinto satisfeita com o resultado.
Nessa nova etapa precisarei de bastante disciplina, foco e determinação, porque não vai ser nada fácil encarar minha cama quando eu precisar estudar. Vamos ver como vou me sair, né?
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Quando surgem as adversidades
Ontem eu fiquei arrasada, pois decidi não viajar mais. Foi uma decisão muito difícil de ser tomada, pois eu queria mesmo viajar, mas tive que agir racionalmente.
Se eu viajasse, provavelmente teria problemas no trabalho, pois não consegui terminar tudo o que queria a tempo, e eu não quero perder novamente a minha função (pelo menos até eu equilibrar as contas).
Além disso, eu estava com pouquíssimo dinheiro para viajar, mas ficando em casa eu consigo comprar minhas passagens para fazer o concurso do TRT em Brasília e pagar minha inscrição na OAB. Por sinal, já comprei as passagens antes de fazer alguma besteira com o dinheiro.
Chorei horrores ontem e até agora acredito estar um tanto sensível a esse respeito, mas fazer o que né. Não posso simplesmente largar tudo e ir mochilar pelos Andes sem pensar nas consequências. Ou então viajar, mas ficar com a cabeça nos problemas pendentes.
Outra das minhas preocupações era com relação aos meus estudos. Desde que tive meus problemas tenebrosos do ano passado eu ainda não tinha conseguido retomar meus estudos de forma adequada e somente agora estou pegando o ritmo e praticamente tendo que aprender tudo de novo. Tenho receio de viajar e não conseguir estudar novamente depois que voltar, além de perder umas duas ou três aulas do cursinho que estou fazendo aos sábados.
Essa questão dos meus estudos me afeta bastante, porque eu sempre estudei bastante e de repente virei quase que um vegetal. Até meu raciocínio ficou limitado e só me forçando a estudar novamente foi que percebi os danos psicológicos que tive pelos acontecimentos passados.
Às vezes eu consigo lembrar de bastante coisa que estudei e inclusive repassar para alguém com quem converse, o que é animador. É a luz no fim do túnel de que eu vou conseguir retomar o meu ritmo anterior (os bons e velhos tempos!).
Pois bem. Não vou mais viajar. É um pouco estranho, porque eu estava me preparando para "parar" por quinze dias e não vou mais, o que significa que minha vida vai continuar seguindo e que as coisas pendentes podem ser resolvidas até que com uma certa antecedência.
Hoje tive um dor de cabeça daquelas durante o dia inteiro, só vindo passar agora à noite. A dor era tanta que eu sequer conseguia pensar e organizar as coisas que precisarei fazer. A boa notícia é que depois que a dor passou eu consegui fazer a coleta de tudo o que estava me incomodando e já fui processando o que dava para ser processado.
Organizei minhas rotinas da manhã e da noite, bem como meus compromissos e coisas a fazer por semana, mês e semestre. Também organizei meu tempo com a internet, minha preparação para a OAB e minhas metas para o próximo semestre. Vou retomar com os projetos do One Bite at a Time (info aqui) e por enquanto é isso! Vamos ver como vai ser daqui para a frente.
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segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Certezas e suas incertezas
Eu sempre fui uma pessoa muito indecisa quanto ao que desejo. Nunca soube dizer com clareza o que realmente quero para minha vida. Acho que a única coisa que eu afirmo realmente querer é cursar Psicologia. Desde os dez anos de idade, aproximadamente, que tenho essa vontade e nunca desisti dela. Já desisti de muitas outras.
Não que eu tenha desistido completamente de tudo e esteja sem nenhum objetivo na vida, mas são vontades que dão e passam. E depois voltam de novo. E entram em conflito com outras vontades. Então eu não sei mais o que fazer, fico desorientada, ansiosa, estressada e travo.
Simples assim: travo. Não consigo pensar, não consigo agir, não consigo fazer nada. Sempre foi assim.
E sabe qual é o melhor de tudo? É perceber que sempre podemos mudar, que podemos melhorar. Desde cedo me ensinaram isso, mas parecia ser algo intangível, sabe? Quando a gente percebe a mudança ocorrendo, é outra coisa.
Pela primeira vez na minha vida eu me sinto incapaz de reclamar de alguma coisa. Todas as coisas estão se encaixando, e eu sei que, se eu manter o foco, é apenas uma questão de tempo até meus grandes problemas se resolverem.
Eu também sei que problemas sempre surgem, mas hoje eu consigo ter esperança de que conseguirei resolvê-los de forma mais adequada do que no passado. Já me atrapalhei muito, já meti os pés pelas mãos diversas vezes. Os livros e as revistas desse post são um exemplo claro disso.
Minha vida poderia ter sido diferente em vários aspectos. Eu poderia ter feito escolhas diferentes, mas não me arrependo de nenhuma das que fiz. Todas elas foram necessárias para o que eu sou hoje. Eu não acredito em destino (aquela força imutável e que te arrasta sem que nada possa ser feito), mas sinto que todas as minhas experiências foram necessárias para me tornar a pessoa que sou e que pretendo ser.
Por ser uma pessoa muito teimosa, quando eu tomava uma decisão, eu a tinha como uma certeza absoluta, imutável. Esse tipo de atitude tem bastante orgulho no meio e se a gente não conserta isso por bem, conserta por mal. Um belo dia eu tive que aprender que as coisas não são tão certas assim. A vida sempre dá um jeito de nos mostrar que não somos os donos da verdade.
Eu precisei chegar ao fundo do poço para começar a rever todos os meus conceitos e atitudes. Como dizia uma professora minha, no fundo do poço existe água cristalina. Tudo o que eu tinha como certo teve que ser revisto. E olha, isso não é uma coisa fácil, não. Você ver todos os seus planos ruindo à sua frente como um castelo de cartas é bem desanimador.
Hoje eu percebo que não há como se ter certeza sobre muitas coisas, pois mudamos constantemente. O que para mim está sendo uma certeza no momento, pode não ser amanhã. No entanto, o que faz a diferença é como lidamos com a adversidade.
Um dia desses várias coisas deram errado e me bateu aquela desilusão já conhecida de longa data. Me tranquei no banheiro e desatei a chorar até que me veio o pensamento: "Peraí, o que estou fazendo? Se eu quero melhorar a situação eu tenho que fazer alguma coisa a respeito, eu tenho que ter atitude!". E sabe o que eu fiz em seguida? Enxuguei as lágrimas, lavei o rosto e fui correr atrás da solução.
Não é querendo me gabar, mas eu fiquei muito satisfeita com esse meu comportamento, pois percebi que realmente estou mudando. Eu não estou mais me deixando abater tanto pelas coisas de errado que acontecem. Creio que estou me tornando mais flexível e aprendendo a lidar com as incertezas das minhas certezas.
Resumindo, é tudo uma questão de atitude. Tem pessoas que só reclamam do quanto as coisas dão errado para elas, mas será que elas fazem alguma coisa para mudar isso? Se a gente mantém um mesmo padrão de comportamento, será que não é hora de mudá-lo?
E então, vamos mudar de atitude?
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sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Livros: o depois
Só pra mostrar como ficaram minhas prateleiras de livros depois da limpeza:
Destralhar é vida!
Rá! Que diferença hein? Além disso, não existem mais as pilhas monstras de revistas hehehe. Levei tudo para o sebo, consegui uma graninha e estou bem mais tranquila e feliz agora.
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quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Chega de bagunça!
As pessoas sempre pensam que exagero quando falo que meu quarto é pequeno, apertado e bagunçado, mas não. Sim, eu sei que isso é muito feio, mas não adianta chorar pela bagunça feita e é sobre isso que vou falar hoje.
Dia 9 estarei viajando e, óbvio, preciso de dinheiro. Vou passar quinze dias fora e tenho pouco dinheiro para tanto. Além disso, estou com algumas parcelas do carro atrasadas e preciso pagar minha inscrição na prova da OAB (R$ 200,00!!).
Como eu já disse anteriormente, passei um período sem a função gratificada que recebia, e era ela quem pagava meu carro. Com isso, não consegui pagar as prestações nos respectivos vencimentos e se eu não conseguir mil reais até a semana que vem o banco vai entrar com uma ação de busca e apreensão do veículo. Não é necessário fazer Direito para saber que isso não é nada bom, não é mesmo?
Sábado eu recebi a visita ilustre do meu super amigo Jean e conversamos bastante sobre as coisas que estavam acontecendo na minha vida. Depois dessa conversa eu decidi que me livraria de todas as milhares de revistas que tenho no meu quarto e dos livros que não precisarei mais.
Unindo o útil (mais espaço) ao agradável (mais dinheiro), vou vender todas essas coisas que tenho espalhadas no sebo e ver o que consigo. Sei que não vou conseguir o dinheiro da parcela do carro, mas pelo menos já vou pagar minha inscrição para a prova da OAB e complementar a grana da viagem. O dinheiro do carro eu vou tentar conseguir emprestado com alguma alma caridosa.
Tirei fotos de parte do que tenho e olha só a quantidade de coisas:
Dia 9 estarei viajando e, óbvio, preciso de dinheiro. Vou passar quinze dias fora e tenho pouco dinheiro para tanto. Além disso, estou com algumas parcelas do carro atrasadas e preciso pagar minha inscrição na prova da OAB (R$ 200,00!!).
Como eu já disse anteriormente, passei um período sem a função gratificada que recebia, e era ela quem pagava meu carro. Com isso, não consegui pagar as prestações nos respectivos vencimentos e se eu não conseguir mil reais até a semana que vem o banco vai entrar com uma ação de busca e apreensão do veículo. Não é necessário fazer Direito para saber que isso não é nada bom, não é mesmo?
Sábado eu recebi a visita ilustre do meu super amigo Jean e conversamos bastante sobre as coisas que estavam acontecendo na minha vida. Depois dessa conversa eu decidi que me livraria de todas as milhares de revistas que tenho no meu quarto e dos livros que não precisarei mais.
Unindo o útil (mais espaço) ao agradável (mais dinheiro), vou vender todas essas coisas que tenho espalhadas no sebo e ver o que consigo. Sei que não vou conseguir o dinheiro da parcela do carro, mas pelo menos já vou pagar minha inscrição para a prova da OAB e complementar a grana da viagem. O dinheiro do carro eu vou tentar conseguir emprestado com alguma alma caridosa.
Tirei fotos de parte do que tenho e olha só a quantidade de coisas:
Esse é o meu criado mudo. De baixo para cima: mangás, livro de estudo da doutrina espírita, GTD e Vade Mecum. Lá atrás estão meus livros de espanhol. Daqui, os mangás vão embora.
Essa é a minha prateleira com DVDs, CDs, livros espíritas e juvenis. Aqui já dá pra perceber alguma bagunça, com o meu fichário azul gritando ali no canto e uma pilha quase desmoronando com o meu A Tormenta de Espadas por cima. Tem também algumas revistas por ali e são elas que vão embora.
Essa é a minha prateleira de livros literários em geral e de livros jurídicos. Nela estão também minhas miniaturas em chumbo. Daqui eu vou tirar os livros jurídicos, com exceção dos cinco livros que estão mais a frente, pois estou usando-os na preparação para concursos.
Esse é o canto direito da minha mesa e já tem vários livros que eu tirei anteriormente. Lá atrás tem bastante revista também. Tudo isso vai pro sebo.
Aqui é o canto esquerdo da minha mesa com mais revistas. Na pilha de trás tem uma coleção de Direito Ambiental que me custou os olhos da cara. Essa coleção tem sete volumes (na foto só dá para ver três), eles são enormes e eu só usei o primeiro para fazer minha monografia. Os outros volumes ainda estão lacrados e sim, eu sei, foi uma grande besteira que eu fiz, mas pelo menos me auxiliou a terminar a monografia. Vai para a minha enorme lista de compras impensadas.
Sim, mais revistas. Quando estou sentada na minha mesa, elas ficam de costas pra mim, então não foi nenhum eufemismo falar que estou cercada por revistas. Na pilha da esquerda ainda tem alguns romances espíritas, mas como não pretendo relê-los, vão junto com as revistas.
E isso é só uma parte da bagunça toda. Ainda existem cinco caixas de mangás embaixo da minha cama, dos quais manterei apenas aqueles que são meus favoritos (acho que duas ou três coleções). No quarto do pânico (leia-se bagunça) ainda tem umas duas ou três pilhas de livros que para mim são inúteis e um curso de inglês da BBC que eu só abri o primeiro volume e não gostei. Todos os demais estão lacrados.
Ah, 70% das revistas ainda estão lacradas. 20% foram abertas, mas não foram lidas. Li apenas 10% delas. Considerando que tenho revistas com data de 2008, alguém acredita que vou dar conta de tudo?
Vou tentar fazer caber todas as essas coisas no carro amanhã. Tomara que eu consiga vender a um bom preço hehehe.
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quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Algumas informações
1º) Eu terminei de ler o livro do David Allen sobre o GTD e percebi que já tinha falado praticamente tudo nos outros posts. Por isso não vou concluir da forma que estava planejando. Além do mais, o livro é muito bom e vale a pena ser lido. Recomendo a todos que o leiam!
2º) Tem muitas coisas acontecendo, meu dia está super corrido, mal estou tendo tempo para simplesmente parar um pouco e por isso as postagens escassearam. Vou tentar postar de duas a três vezes por semana, mas não tenho nada garantido, até mesmo porque semana que vem vou viajar e passarei quinze dias fora.
3º) Estou com muitas ideias para o blog e uma delas é deixá-lo mais pessoal. Quero mudar o nome e o layout, mas ainda não tive nenhuma ideia que prestasse hehehe. Por enquanto ele vai continuar do jeito que está e vou ver o que posso fazer com o decorrer do tempo. Como vou deixá-lo mais pessoal, vai ter alguns posts "desabafo" e outros posts "viajativos". Vamos ver no que vai dar!
Até mais!
domingo, 15 de julho de 2012
GTD - Processamento
Segunda parte do GTD: o processamento ou "como esvaziar a entrada".
Nesta etapa, iremos decidir o que fazer com a tralha reunida na caixa de entrada. Vale ressaltar que esvaziar a entrada não significa que iremos executar todas as tarefas pendentes que identificarmos, mas sim que iremos identificar cada item e decidir o que ele é, o que representa e o que fazer com ele.
A imagem que ilustra o post é o diagrama desenvolvido pelo David Allen para o fluxo de trabalho. O foco desta segunda etapa está identificado pelas caixas em negrito.
Assim, após ter reunido toda a tralha, vamos decidir o que cada coisa é. Se nada pode ser feito pelo item em questão, temos três opções:
- Lixo (autoexplicativo);
- Algum dia / Talvez; e
- Referência.
O "algum dia/talvez" é o local para onde vão as informações a serem incubadas. É como se estivéssemos dizendo: "não há nada a fazer sobre isso agora, mas no futuro pode haver". Tudo o que for recolhido para incubação vai para a categoria "pendente", a qual será organizada no futuro.
O arquivo de referência guardará toda a informação potencialmente útil sobre projetos e tópicos (lembrando que projeto é tudo aquilo que demanda mais de uma ação para se completar). Esse sistema de arquivamento deve ser fácil e rápido; quanto mais próximo de você ele estiver, melhor. Isso porque se não for dessa forma, ficaremos com preguiça para manter o sistema funcionando e acabaremos por deixar acumular um monte de coisas para arquivamento.
Se o item é passível de ação, nós precisaremos decidir qual será a próxima ação. Se essa ação levar menos de dois minutos para ser feita, devemos fazê-la de imediato. Dois minutos é o tempo razoável para realizar atividades simples e que acabem por reduzir a quantidade de material a ser organizado mais tarde. Claro que isso não é uma regra absoluta, e pode ser extendida até cinco minutos, por exemplo, a depender de cada pessoa/caso.
Se não for possível realizar a ação em dois minutos, devemos nos perguntar se somos a pessoa adequada para realizá-la. Se não, devemos delegá-la a outra pessoa e acrescentá-la à nossa lista de "pendente" para acompanhamento. Não esquecer de incluir a data em que a ação foi delegada para um melhor controle!
Se nós mesmos é quem temos que realizar a ação, devemos adiá-la e, por enquanto, também incluí-la na lista de "pendente" para organização posterior.
Tudo aquilo que demanda mais de uma ação será incluído na lista de projetos, uma das listas mais importantes do sistema, pois nos orientará quanto ao local em que estamos e para onde queremos ir. Já falei um pouco sobre isso aqui.
Por fim, algumas dicas:
- Processe primeiro o item de cima da caixa de entrada;
- Processe um item de cada vez; e
- Jamais devolva alguma coisa para a entrada.
Próximo post: organizar!
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sábado, 14 de julho de 2012
GTD - Coleta
O David Allen, como já dito anteriormente, desenvolveu um método de organização dividido em cinco etapas:
1. Coletar
2. Processar
3. Organizar
4. Revisar
5. Executar
Falarei de cada uma dessas etapas em posts separados. Hoje o tema é a coleta.
Basicamente, a coleta se resume em juntar toda a tralha em algum lugar. Se alguma informação está na sua cabeça, significa que ela é tralha. Para o autor, tralha é qualquer coisa que você deixou entrar em seu mundo psicológico ou físico, mas para a qual você não definiu o resultado/destino desejado, nem a próxima ação.
Nós temos o hábito de armazenar a tralha somente na nossa mente, o que é errado. Se uma coisa fica em nossa mente, é porque queremos que ela seja diferente do que é atualmente. Isso acontece porque:
- não temos clareza sobre qual é, exatamente, o resultado pretendido;
- não decidimos ainda qual será o nosso próximo passo;
- não colocamos lembretes sobre a coisa que está na nossa cabeça em um sistema realmente confiável.
Manter as informações na nossa mente é um fator de distração e stress, pois a nossa mente vai insistir em constantemente nos lembrar delas justo quando não podemos fazer nada a respeito.
Assim, a melhor saída é coletar toda essa tralha numa caixa de entrada e em seguida processá-la. "A maior parte do stress que as pessoas vivenciam é proveniente dos compromissos mal administrados que elas assumem ou aceitam".
Devemos criar o hábito de manter a mente clara como a água, para podermos ajustar nosso foco e nossas ações adequadamente.
O ato de coletar a tralha quer dizer que simplesmente iremos parar de tentar resolver tudo o que está à nossa volta e juntar tudo o que temos pendente e necessitando de alguma ação, para então fazer alguma coisa a respeito.
O David Allen lista os seguintes motivos para realizar a coleta:
- É útil para ter uma sensação do volume de tralha que você precisa administrar.
- Mostra a você o "final do túnel".
- Enquanto você está processando e organizando, não vai querer ser distraído, psicologicamente, por uma massa amorfa de tralha que possa estar ainda "em algum lugar". Uma vez que você tem todos os itens que merecem sua atenção reunidos num só lugar, vai automaticamente funcionar num estado de maior foco e controle.
E não há desculpas! Se uma coisa ou um objeto é grande demais para caber em sua caixa de entrada, basta escrever o nome dela em uma folha de papel em branco e incluí-la na coleta. Se a sua caixa de entrada não for suficiente para toda a quantidade de papel e objetos que você precisa fazer algo a respeito, basta ir criando novas pilhas em volta dela.
Para fazer uma coleta adequada, devemos parar de tentar resolver tudo a todo instante. Devemos mexer lá dentro de nossas mentes atrás de alguma coisa que ficou pendente ou mal resolvida e acrescentá-la à nossa lista. Devemos libertar a mente para que ela nos solte todas as informações que ela tem, sem julgamentos, sem decisões antecipadas. Isso é conhecido como brainstorming.
E não basta apenas acumular todas as coisas em um único local. Nós devemos fazer isso reservando tempo para podermos processar toda essa informação de uma só vez e em breve. Se em um dia nós coletamos, no dia seguinte nós processamos. Não adianta coletar aquele monte de informações e deixá-las jogadas num canto sem fazer nada.
Além disso, eventualmente pode surgir aquele lembrete de algo que era muito importante/urgente para ser feito e que você não fez. Nesse caso, a primeira vontade é a de resolver essa situação, mas, a princípio, não é isso o que se deve fazer.
"Se isso acontecer a você, pergunte-se antes se é um item que realmente tem de ser administrado antes de você completar esse período inicial de implementação. Em caso afirmativo, é melhor lidar com ele imediatamente, para tirá-lo logo da cabeça. Em caso negativo, vá em frente e coloque-o na caixa de entrada. De qualquer maneira, você vai processá-la e esvaziá-la rapidamente, então não há como perder o item".
O próximo passo, após a coleta, é o processamento, sobre o qual falarei no próximo post. Até lá.
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quinta-feira, 12 de julho de 2012
Prioridades para a Vida
Estou iniciando hoje uma série de posts sobre o livro que estou lendo: A Arte de Fazer Acontecer, do David Allen. Para os íntimos, é o GTD (Getting Things Done).
Esse livro do David Allen é sobre administração do tempo e produtividade e é muito bom. Em seguida farei posts sobre o método que ele discute no livro, mas neste post de hoje eu falarei sobre outro tópico que me chamou a atenção.
Para o autor, todas as nossas atitudes devem estar sempre focadas nas nossas prioridades. A grande dificuldade das pessoas em fazerem as coisas funcionarem adequadamente e darem certo em suas vidas é justamente a falta de foco ou de definição de prioridades.
Ele fala que para nós sabermos quais são nossas prioridades, nós temos primeiramente que saber qual é o nosso trabalho. No início do livro ele faz a seguinte afirmação:
O critério utilizado por ele para definição das prioridades é uma analogia aeroespacial. Assim:
Esse livro do David Allen é sobre administração do tempo e produtividade e é muito bom. Em seguida farei posts sobre o método que ele discute no livro, mas neste post de hoje eu falarei sobre outro tópico que me chamou a atenção.
Para o autor, todas as nossas atitudes devem estar sempre focadas nas nossas prioridades. A grande dificuldade das pessoas em fazerem as coisas funcionarem adequadamente e darem certo em suas vidas é justamente a falta de foco ou de definição de prioridades.
Ele fala que para nós sabermos quais são nossas prioridades, nós temos primeiramente que saber qual é o nosso trabalho. No início do livro ele faz a seguinte afirmação:
"Considero o termo 'trabalho', em seu sentido mais universal, como qualquer coisa que você deseja ou precisa que seja diferente da forma que é atualmente. Muitas pessoas fazem uma distinção entre 'trabalho' e 'vida pessoal', mas eu não. Para mim, semear o jardim ou atualizar meu testamento é 'trabalho' do mesmo jeito que escrever este livro ou treinar um cliente. Todos os métodos e técnicas deste livro são aplicáveis em todo o espectro vida/trabalho. Afinal, para que sejam eficientes, eles têm de ser aplicáveis a tudo!"
O critério utilizado por ele para definição das prioridades é uma analogia aeroespacial. Assim:
- 50 mil pés ou mais: Vida
- 40 mil pés: Visão para três a cinco anos
- 30 mil pés: Metas para um a dois anos
- 20 mil pés: Áreas de responsabilidade
- 10 mil pés: Projetos atuais
- Decolagem: Ações atuais
A análise deve ser feita de baixo para cima.
Decolagem: diz respeito a todas as coisas que temos que fazer atualmente. É basicamente a nossa to-do list diária.
10 mil pés: projeto é tudo aquilo que demanda mais de uma ação para ser concluído. Aqui se encontram as tarefas de curto prazo, como organizar um jantar, por exemplo.
20 mil pés: "essas são as áreas-chave dentro das quais você deseja conquistar resultados e manter padrões". Exemplo: planejamento estratégico do setor onde trabalha ou manter o controle sobre as finanças.
30 mil pés: são as coisas que queremos fazer, como uma viagem. "Nessa linha, também em termos pessoais provavelmente vai haver coisas que você gostaria de realizar ou acertar - coisas essas que acrescentarão importância a determinados aspectos de sua vida e diminuirão a de outros".
40 mil pés: aqui é onde ficam as decisões mais importantes a serem tomadas, tendo em vista que qualquer coisa que se decida fazer causará interferência tanto na vida profissional quanto na pessoal em diversos níveis.
50 mil pés: é a razão de ser de todas as nossas escolhas. Por que estamos em determinado emprego? Qual é o papel que desejamos desempenhar na sociedade?
É claro que existem pessoas que não concordam com essa divisão e pessoas a quem ela não se aplica. Essa analogia foi feita apenas para podermos visualizar as coisas que desejamos e o que estamos fazendo para conquistá-las.
Tendo essa visão do conjunto, fica mais fácil tomarmos decisões que tragam algum proveito para o nosso futuro e para o que esperamos atingir na Vida.
Mas não basta apenas fazermos nossas listinhas e deixarmos elas de lado. É necessário que se faça revisão constante, a fim de ajustarmos aquilo que estiver saindo da rota e sermos mais eficientes.
E é desta forma que ele chega na técnica ensinada no livro, da qual falarei futuramente. Até mais!
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segunda-feira, 9 de julho de 2012
Praticando o desapego - Sapatos
Eis a minha "coleção" de sapatos. Shame on me. Eu realmente preciso de TRINTA pares de sapatos? Isso sem contar os dois pares de tênis que eu tenho.
E eu estava achando que tinha cinco pares de sapatos pretos. Pois é, eu, na verdade, tinha DEZ pares.
Tirei todos os sapatos que me machucam de qualquer forma e que não me agradam mais e sobrou a metade:
Eu sei que na foto constam dezesseis pares de sapatos, mas na verdade eu agora tenho quinze pares, pois o segundo sapato da direita para esquerda da fila lá de cima eu dei também.
Mantive três pares um tanto mais arrumados porque sempre aparece alguma festa para ir e não dá pra ficar comprando sapato só para essas ocasiões. Tirando esses três, de salto alto só ficou um peep toe preto, de salto médio um sapato marron e um preto, de salto pequeno mais um preto e o restante é composto por sapatilhas, rasteirinhas e um oxford.
É isso então. Próximo alvo: minhas roupas.
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domingo, 8 de julho de 2012
Organizando - Parte 3
Essa foi uma das partes mais difíceis de arrumar do quarto. Não pelo apego às coisas, mas pela quantidade de coisas inúteis que eu estava guardando. Joguei muita coisa fora.
Meu objetivo era tirar essa coisa horrorosa do meu quarto e eu consegui o/. Estou tão feliz!!
Os papéis que realmente eram importantes eu guardei em uma das divisórias do meu guarda roupa. Os produtos eu guardei junto com os meus cosméticos (que já reduzi bastante, então estava sobrando espaço).
Guardei os livros das Crônicas de Gelo e Fogo na prateleira dos livros e coloquei as revistas onde estão todas as outras.
Agora eu tenho mais espaço no meu quarto. Olha só como ficou:
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sábado, 7 de julho de 2012
Organizando - Parte 2
Olha! Eu tenho uma mesa! hehehe
Brincadeiras à parte, essa é a minha mesa organizada. Passei cerca de uma hora guardando tudo o que tinha em cima dela e limpando-a.
Como se pode perceber, eu tenho muitos livros e revistas, e eles só estão no chão porque não tenho mais onde colocá-los (o que mudará a partir do próximo mês quando colocarei algumas prateleiras nas paredes).
Na minha mesa tinha:
- Roupas limpas para passar;
- Papéis relacionados aos meus estudos;
- Recibos de compras;
- Livros, mangás e revistas;
- Minhas agendas;
- Meu caderno de anotações.
Pela lógica, eu sei que seria melhor pegar todas as roupas limpas e passá-las todas de uma vez. Mas eu ainda estou no processo de implantação da disposição na minha vida e eu sei que se eu fosse esperá-la para arrumar minhas roupas (e, consequentemente, a minha mesa), nunca começaria. Assim, coloquei todas as roupas em cabides e guardei-as no guarda-roupa. À medida que for precisando delas, vou passando.
Juntei todos os meus papéis com anotações dos meus estudos e deixei-os separados para guardar em pasta própria.
Joguei fora todos os recibos de compras e guardei meus livros, mangás e revistas em seus respectivos lugares.
Deixei minhas agendas e meu caderno de anotações na pilha de livros à esquerda da minha mesa. Desta forma eles ficam de fácil acesso e não ficam ocupando espaço na minha
E é isso. O próximo passo vai ser umas prateleiras que tenho do lado direito da minha mesa com mais revistas, uns produtos que eu pretendia vender, e mais outra papelada.
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quinta-feira, 5 de julho de 2012
Organizando - Parte 1
Sem exageros, meu quarto
Resumindo: caos total. Estava quase impossível andar. Para chegar ao meu guarda-roupa, eu tinha que sair saltando entre papéis e sapatos.
É, eu sei, isso é muito feio.
Eu sempre tentei manter meu quarto organizado, mas nunca consegui. Eu arrumo, depois bagunço. Depois arrumo, depois bagunço de novo, e sempre foi assim.
A situação realmente está crítica e eu estava tão desorientada que não sabia por onde começar. Até que me lembrei de um dos ensinamentos da FlyLady, no qual ela fala que primeiro temos que organizar a bagunça visível.
Minha mesa e o chão do meu quarto estavam horríveis, mas para eu limpar minha mesa precisarei de espaço para circular, e como vou circular pelo quarto se o chão está uma zona?
Então comecei pelo chão. Nele estavam:
- minha mochila com alguns livros dentro;
- materiais de escritório (que eu trouxe do meu antigo setor para o novo mas que misteriosamente se alojou no meu quarto);
- vários livros para doação;
- roupas para lavar;
- sapatos;
- a pasta do notebook;
- a bolsa do yoga;
- MUITOS papéis de rascunho.
Comecei guardando a minha mochila no cabide atrás da porta. Nisso, vi uma bolsa que não uso, não quero mais e, portanto, vou doar para alguma amiga que a queira. Aproveitei a disposição e organizei as bolsas que estavam no cabide. Também guardei a pasta do notebook e a bolsa do yoga.
O material de escritório eu guardei numa sacola para realmente levá-lo para o trabalho amanhã.
Coloquei os livros para doação ao lado das minhas revistas, todos empilhadinhos, para ir doando aos poucos (já que estou sem carro).
Guardei as roupas que tenho para lavar no cesto.
Guardando os sapatos, me dei conta de que tenho cinco pares de sapatos pretos. Gente, para quê uma pessoa com apenas dois pés precisa de cinco pares de sapatos praticamente idênticos? Consumismo, você não me pertence mais. Vou praticar o desapego também com meus sapatos.
Por fim, os papéis. Eu sou uma pessoa que costuma preservar o meio ambiente e por isso sempre guardo papéis que podem ser usados como rascunho. Mas eu já estava com DUAS RESMAS de papel de rascunho no chão do meu quarto.
Queridas árvores, eu amo vocês, mas primeiramente eu amo a mim e o meu bem-estar. Eu realmente não tinha onde enfiar esse tanto de papel e pra mim chega! Estou cansada de me sentir imprensada no meu quarto entre as minhas coisas. Chega de tantos objetos. Eu quero um espaço livre de tralha e fácil de manter a organização. Afinal, de que adianta eu pensar no meio ambiente se não consigo sequer cuidar do meu próprio quarto?
E assim eu venci a primeira etapa da organização do meu quarto. Amanhã partirei para a mesa e depois para o restante do quarto. Em breve farei um post (ou alguns) sobre a prática do desapego das coisas que não uso/não preciso/não me servem mais.
Por enquanto me recuso a postar alguma foto da situação, porque ela está muito feia e eu não vou queimar meu filme hahaha ;D.
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A vida merece um tempo para ela
Por Walcyr Carrasco
Sempre me espanto com a pressa dos outros. Vivo na ponte aérea Rio-São Paulo. Quando o voo é anunciado, é o estouro da boiada. Os passageiros correm em busca dos primeiros lugares na fila. Quem tem prioridade amontoa-se na frente. Já presenciei uma senhora com um filho pequeno ser expelida para fora da área VIP por um banco de executivos de terno e gravata, certamente preferenciais por milhagem. Quis ajudar:
- Vá para a frente. Está com criança.
Abanou a cabeça, desconsolada.
- Melhor não. Eu espero.
Certamente, atropelariam o garotinho!
Impossível entender tanta pressa no embarque. O lugar está marcado. Todo mundo vai sentar. Até para acomodar a bagagem de mão tenho problemas. Outro dia, uma senhora volumosa recusou-se a esperar enquanto eu botava a maleta lá em cima. E me amassou no corredor estreito. Quase derrubei a mala em sua cabeça.
Quando o avião aterrissa, é pior que incêndio. Todos querem sair o mais rápido possível. Se estou no corredor, o passageiro do meu lado levanta-se e fica curvado, à espera de que eu abra caminho. A essas alturas, iniciou-se um empurra-empurra no corredor. Pegar minha bagagem é uma façanha. Desembarcar é mais fácil: os que estão atrás me atiram em direção à saída. E depois passam por mim correndo em direção à escada rolante. No avião, o povo já esqueceu a cortesia.
Já aconteceu comigo e outros amigos. O veículo de trás buzina quando a gente para no sinal vermelho! Depois o motorista xinga quando ultrapassa, como se o errado fosse eu! A estrada para o Litoral Norte de São Paulo tem só uma pista de cada lado. A velocidade é bem sinalizada, considerando as curvas, subidas, descidas. Adianta? Se sigo as placas, alguém cola atrás, me atiça para correr. Dá até medo! Diz um sábio, amigo meu:
- Trânsito é igual a capitalismo selvagem. Todo mundo quer passar por cima do outro.
Voar numa estrada perigosa para ganhar meia hora no final da viagem, qual o sentido?
Fui para a Bahia, no lançamento da minha novela Gabriela, inspirada no livro de Jorge Amado. Encontrei com outro escritor no final da tarde. Ele estava lá havia um dia. Relatou:
- Fui ao Pelourinho, à Igreja do Carmo, à dos Negros, à exposição da casa de Benin, à Fundação Casa de Jorge Amado, vi o acervo, olhei a casa da Gal Costa que agora vendeu e vai ser um hotel de charme, a do Caetano, conheci uma mãe de santo que me leu os búzios e disse que terei muito sucesso, almocei uma moqueca num restaurante típico, passeei na praia, conheci o Mercado Modelo, fui no trapiche, comi um acarajé que dizem que é o melhor daqui...
Só de ouvir, que cansaço!
Perguntei, discreto:
- Veio participar de uma gincana?
Já viajei assim, que arrependimento! Certa vez fui à Grécia com um grupo de amigos. Chegamos de noite em Santorini. Disparamos para os penhascos de manhã, observamos rapidamente os restos das construções de antigos espartanos, passamos pelas vitrines das lojas de suvenires sem tempo para entrar, voamos até as praias só para ver, sem poder mergulhar por causa da agenda, não almoçamos por falta de tempo e desmaiamos cedo nas camas para acordar às 4 da manhã e pegar um voo para Rodes, com conexão em Atenas. Repetimos a correria ilha após ilha. Comentou o amigo sábio:
- Bem, foram os gregos que inventaram a maratona... Foi uma homenagem?
Cheguei ao Brasil exausto das férias.
E os executivos? Tenho um amigo que marca dois, três almoços de negócio por dia. Come um pouco em cada um. Está tratando da úlcera. E o que é pior, com tanta pressa, dá para resolver alguma coisa?
Já vi um sujeito se comportando como um boi furioso simplesmente porque uma senhora andava devagar a sua frente, no corredor do shopping. Esbarrou nela ao ultrapassá-la rapidamente. Gastar uns minutos a mais, que diferença faz?
Todo mundo parece tão apressado que às vezes também sou compelido a resolver as coisas velozmente. Mas faço um esforço para me acalmar.
Até hoje me arrependo da pressa na Grécia. Não conheci o povo, não me dei tempo para simplesmente desfrutar a viagem. Melhor seria ter ido para menos lugares. Quando vejo esses roteiros turísticos prometendo a Europa em 20 dias, dá uma preguiça!
Nada é tão urgente que não possa esperar mais um pouco, penso eu. Ceder passagem a alguém, segurar a porta do elevador... Pequenas gentilezas criam um astral melhor, fazem com que a gente troque sorrisos. O maior beneficiado sou eu mesmo. A vida merece que a gente tenha tempo para ela.
Sempre me espanto com a pressa dos outros. Vivo na ponte aérea Rio-São Paulo. Quando o voo é anunciado, é o estouro da boiada. Os passageiros correm em busca dos primeiros lugares na fila. Quem tem prioridade amontoa-se na frente. Já presenciei uma senhora com um filho pequeno ser expelida para fora da área VIP por um banco de executivos de terno e gravata, certamente preferenciais por milhagem. Quis ajudar:
- Vá para a frente. Está com criança.
Abanou a cabeça, desconsolada.
- Melhor não. Eu espero.
Certamente, atropelariam o garotinho!
Impossível entender tanta pressa no embarque. O lugar está marcado. Todo mundo vai sentar. Até para acomodar a bagagem de mão tenho problemas. Outro dia, uma senhora volumosa recusou-se a esperar enquanto eu botava a maleta lá em cima. E me amassou no corredor estreito. Quase derrubei a mala em sua cabeça.
Quando o avião aterrissa, é pior que incêndio. Todos querem sair o mais rápido possível. Se estou no corredor, o passageiro do meu lado levanta-se e fica curvado, à espera de que eu abra caminho. A essas alturas, iniciou-se um empurra-empurra no corredor. Pegar minha bagagem é uma façanha. Desembarcar é mais fácil: os que estão atrás me atiram em direção à saída. E depois passam por mim correndo em direção à escada rolante. No avião, o povo já esqueceu a cortesia.
Já aconteceu comigo e outros amigos. O veículo de trás buzina quando a gente para no sinal vermelho! Depois o motorista xinga quando ultrapassa, como se o errado fosse eu! A estrada para o Litoral Norte de São Paulo tem só uma pista de cada lado. A velocidade é bem sinalizada, considerando as curvas, subidas, descidas. Adianta? Se sigo as placas, alguém cola atrás, me atiça para correr. Dá até medo! Diz um sábio, amigo meu:
- Trânsito é igual a capitalismo selvagem. Todo mundo quer passar por cima do outro.
Voar numa estrada perigosa para ganhar meia hora no final da viagem, qual o sentido?
Fui para a Bahia, no lançamento da minha novela Gabriela, inspirada no livro de Jorge Amado. Encontrei com outro escritor no final da tarde. Ele estava lá havia um dia. Relatou:
- Fui ao Pelourinho, à Igreja do Carmo, à dos Negros, à exposição da casa de Benin, à Fundação Casa de Jorge Amado, vi o acervo, olhei a casa da Gal Costa que agora vendeu e vai ser um hotel de charme, a do Caetano, conheci uma mãe de santo que me leu os búzios e disse que terei muito sucesso, almocei uma moqueca num restaurante típico, passeei na praia, conheci o Mercado Modelo, fui no trapiche, comi um acarajé que dizem que é o melhor daqui...
Só de ouvir, que cansaço!
Perguntei, discreto:
- Veio participar de uma gincana?
Já viajei assim, que arrependimento! Certa vez fui à Grécia com um grupo de amigos. Chegamos de noite em Santorini. Disparamos para os penhascos de manhã, observamos rapidamente os restos das construções de antigos espartanos, passamos pelas vitrines das lojas de suvenires sem tempo para entrar, voamos até as praias só para ver, sem poder mergulhar por causa da agenda, não almoçamos por falta de tempo e desmaiamos cedo nas camas para acordar às 4 da manhã e pegar um voo para Rodes, com conexão em Atenas. Repetimos a correria ilha após ilha. Comentou o amigo sábio:
- Bem, foram os gregos que inventaram a maratona... Foi uma homenagem?
Cheguei ao Brasil exausto das férias.
E os executivos? Tenho um amigo que marca dois, três almoços de negócio por dia. Come um pouco em cada um. Está tratando da úlcera. E o que é pior, com tanta pressa, dá para resolver alguma coisa?
Já vi um sujeito se comportando como um boi furioso simplesmente porque uma senhora andava devagar a sua frente, no corredor do shopping. Esbarrou nela ao ultrapassá-la rapidamente. Gastar uns minutos a mais, que diferença faz?
Todo mundo parece tão apressado que às vezes também sou compelido a resolver as coisas velozmente. Mas faço um esforço para me acalmar.
Até hoje me arrependo da pressa na Grécia. Não conheci o povo, não me dei tempo para simplesmente desfrutar a viagem. Melhor seria ter ido para menos lugares. Quando vejo esses roteiros turísticos prometendo a Europa em 20 dias, dá uma preguiça!
Nada é tão urgente que não possa esperar mais um pouco, penso eu. Ceder passagem a alguém, segurar a porta do elevador... Pequenas gentilezas criam um astral melhor, fazem com que a gente troque sorrisos. O maior beneficiado sou eu mesmo. A vida merece que a gente tenha tempo para ela.
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domingo, 1 de julho de 2012
Bali
Finalizando o livro, a autora foi para esse lugar horroroso chamado Bali.
Essa é a parte mais mamão com açúcar do livro. É uma parte interessante, em razão da busca pelo equilíbrio entre prazer e devoção, mas é o típico final feliz de uma comédia romântica.
Não marquei muita coisa nessa parte, mas ela é legal. Vale pela conclusão da história.
Vamos às marcações:
"Estou sempre me lembrando de um dos ensinamentos da minha Guru sobre felicidade. Ela diz que as pessoas tendem a pensar universalmente que a felicidade é um golpe de sorte, algo que talvez lhe aconteça se você tiver sorte suficiente, como o tempo bom. Mas não é assim que a felicidade funciona. A felicidade é consequência de um esforço pessoal. Você luta por ela, faz força para obtê-la, insiste nela, e algumas vezes viaja o mundo à sua procura. Você precisa participar o tempo todo das manifestações de suas próprias bênçãos. E, uma vez alcançado um estado de felicidade, nunca deve relaxar em sua manutenção, deve fazer um esforço sobre-humano para continuar para sempre nadando contra a corrente rumo a essa felicidade, para permanecer flutuando em cima dela. Se não fizer isso, seu contentamento interno irá se esvair. É muito fácil rezar quando se está passando por um momento difícil, mas continuar a rezar mesmo quando a sua crise já passou é como um processo de selamento, que ajuda sua alma a se aferrar às coisas boas que conquistou".
"Perder o equilíbrio às vezes por amor faz parte de uma vida equilibrada".
E que venha julho!
sábado, 30 de junho de 2012
Índia
Eu já disse isso antes, mas vou reforçar: é incrível como, a cada leitura, o livro é "recebido" de forma diferente por quem o lê. Digo isso por mim, é claro; no entanto, eu creio que várias pessoas também pensem da mesma forma.
Isso porque quando eu li Comer Rezar Amar da primeira vez, a parte que mais me marcou do livro foi a passagem da autora pela Índia. Desta segunda vez, a minha parte preferida está sendo a da Itália.
Quando eu li o livro pela primeira vez, marquei várias passagens da viagem pela Índia, enquanto que desta vez eu marquei muito mais a viagem pela Itália.
Muitas das coisas que li agora nesta parte da Índia de certa forma eu já aprendi, de uma maneira ou de outra. Talvez por isso não me tenha chamado taaanto a atenção.
É engraçado como adequamos a leitura às nossas necessidades, consciente ou inconscientemente. A cada leitura percebemos o livro de maneiras diferentes.
De qualquer forma, apesar de eu não ter marcado tanto o livro desta vez, a Índia não deixa de ter seu mérito. Essa é uma parte belíssima do livro, na qual a autora vai em busca da própria consciência. Pode-se dizer que ela se enfrenta (e com muita intensidade) nesta parte do livro.
Eis alguns trechos que marquei:
"Os iogues, no entanto, dizem que o descontentamento humano é um simples caso de identidade equivocada. Nós somos infelizes porque achamos que somos meros indivíduos, sozinhos com nossos medos e falhas, com nosso ressentimento e nossa mortalidade. Acreditamos equivocadamente que nossos pequenos e limitados egos constituem toda a nossa natureza. Não conseguimos reconhecer nossa natureza divina mais profunda. Não percebemos que, em algum lugar dentro de nós, existe um Eu supremo que está eternamente em paz. Esse Eu supremo é a nossa verdadeira identidade, universal e divina. Se você não perceber essa verdade, dizem os iogues, estará sempre desesperado, ideia expressa de forma inteligente na seguinte frase irritada do filósofo estoico grego Epíteto: 'Você leva Deus dentro de si, seu pobre desgraçado, e não sabe disso'".
"Eu estava tomada por uma tristeza quente, poderosa, e adoraria ter me entregado ao reconforto das lágrimas, mas tentei com força não fazê-lo, lembrando-me de algo que minha Guru dissera certa vez: que você nunca deveria dar a si mesmo a oportunidade de se entregar porque, quando o faz, isso se torna uma tendência, e nunca mais para de acontecer. Em vez disso, você precisa treinar ficar forte".
"Outro dia um monge me disse:
- O local de descanso da mente é o coração. A única coisa que a mente escuta o dia inteiro são sinos dobrando, barulho e discussão, e tudo que ela quer é tranquilidade. O único lugar em que a mente vai encontrar paz é dentro do silêncio do coração. É para lá que você tem que ir".
"As pessoas acham que a alma gêmea é o encaixe perfeito, e é isso que todo mundo quer. Mas a verdadeira alma gêmea é um espelho, a pessoa que mostra tudo que está prendendo você, a pessoa que chama a sua atenção para você mesmo para que você possa mudar a sua vida. Uma verdadeira alma gêmea é provavelmente a pessoa mais importante que você vai conhecer, porque elas derrubam as suas paredes e te acordam com um tapa. Mas viver com uma alma gêmea para sempre? Não. Dói demais. As almas gêmeas só entram na sua vida para revelar a você uma outra camada de você mesmo, e depois vão embora".
"Há tanta coisa no meu destino que não posso controlar, mas outras coisas estão, sim, sob a minha jurisdição. Existem determinados bilhetes de loteria que posso comprar, aumentando assim, minhas chances de encontrar satisfação. Posso decidir como gasto meu tempo, com quem interajo, com quem compartilho meu corpo, minha vida, meu dinheiro e minha energia. Posso decidir o que como, o que leio e o que estudo. Posso escolher como vou encarar as circunstâncias desafortunadas da minha vida - se as verei como maldições ou como oportunidades (e, quando não tiver forças para adotar o ponto de vista mais otimista, porque estou sentindo pena demais de mim mesma, posso decidir continuar tentando mudar minha atitude). Posso escolher minhas palavras e o tom de voz com que falo com os outros. E, acima de tudo, posso escolher meus pensamentos".
"Você precisa aprender a escolher os seus pensamentos do mesmo jeito que escolhe as roupas que vai usar a cada dia. Isso é uma capacidade que você pode aprimorar. Se você quiser tanto assim controlar as coisas da sua vida, trabalhe com a mente. Ela é a única coisa que você deveria estar tentando controlar. Largue todo o resto, menos isso. Porque, se você não conseguir dominar seu pensamento, vai ter muitos problemas para sempre".
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