quinta-feira, 12 de julho de 2012

Prioridades para a Vida

Estou iniciando hoje uma série de posts sobre o livro que estou lendo: A Arte de Fazer Acontecer, do David Allen. Para os íntimos, é o GTD (Getting Things Done).


Esse livro do David Allen é sobre administração do tempo e produtividade e é muito bom. Em seguida farei posts sobre o método que ele discute no livro, mas neste post de hoje eu falarei sobre outro tópico que me chamou a atenção.


Para o autor, todas as nossas atitudes devem estar sempre focadas nas nossas prioridades. A grande dificuldade das pessoas em fazerem as coisas funcionarem adequadamente e darem certo em suas vidas é justamente a falta de foco ou de definição de prioridades.


Ele fala que para nós sabermos quais são nossas prioridades, nós temos primeiramente que saber qual é o nosso trabalho. No início do livro ele faz a seguinte afirmação:


"Considero o termo 'trabalho', em seu sentido mais universal, como qualquer coisa que você deseja ou precisa que seja diferente da forma que é atualmente. Muitas pessoas fazem uma distinção entre 'trabalho' e 'vida pessoal', mas eu não. Para mim, semear o jardim ou atualizar meu testamento é 'trabalho' do mesmo jeito que escrever este livro ou treinar um cliente. Todos os métodos e técnicas deste livro são aplicáveis em todo o espectro vida/trabalho. Afinal, para que sejam eficientes, eles têm de ser aplicáveis a tudo!"

O critério utilizado por ele para definição das prioridades é uma analogia aeroespacial. Assim:

  • 50 mil pés ou mais: Vida
  • 40 mil pés: Visão para três a cinco anos
  • 30 mil pés: Metas para um a dois anos
  • 20 mil pés: Áreas de responsabilidade
  • 10 mil pés: Projetos atuais
  • Decolagem: Ações atuais

A análise deve ser feita de baixo para cima.

Decolagem: diz respeito a todas as coisas que temos que fazer atualmente. É basicamente a nossa to-do list diária.

10 mil pés: projeto é tudo aquilo que demanda mais de uma ação para ser concluído. Aqui se encontram as tarefas de curto prazo, como organizar um jantar, por exemplo.

20 mil pés: "essas são as áreas-chave dentro das quais você deseja conquistar resultados e manter padrões". Exemplo: planejamento estratégico do setor onde trabalha ou manter o controle sobre as finanças.

30 mil pés: são as coisas que queremos fazer, como uma viagem. "Nessa linha, também em termos pessoais provavelmente vai haver coisas que você gostaria de realizar ou acertar - coisas essas que acrescentarão importância a determinados aspectos de sua vida e diminuirão a de outros".

40 mil pés: aqui é onde ficam as decisões mais importantes a serem tomadas, tendo em vista que qualquer coisa que se decida fazer causará interferência tanto na vida profissional quanto na pessoal em diversos níveis.

50 mil pés: é a razão de ser de todas as nossas escolhas. Por que estamos em determinado emprego? Qual é o papel que desejamos desempenhar na sociedade?


É claro que existem pessoas que não concordam com essa divisão e pessoas a quem ela não se aplica. Essa analogia foi feita apenas para podermos visualizar as coisas que desejamos e o que estamos fazendo para conquistá-las.

Tendo essa visão do conjunto, fica mais fácil tomarmos decisões que tragam algum proveito para o nosso futuro e para o que esperamos atingir na Vida.

Mas não basta apenas fazermos nossas listinhas e deixarmos elas de lado. É necessário que se faça revisão constante, a fim de ajustarmos aquilo que estiver saindo da rota e sermos mais eficientes.

E é desta forma que ele chega na técnica ensinada no livro, da qual falarei futuramente. Até mais!

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